Um pouco de possível. #jardimbotanico do #riodejaneiro #photography #askesisphoto #photographersonmastodon #landscapephotography #landscape #rj
O qoto.org tem o artifício de "quote toots", semelhante ao retweet comentado. Fica estranho nas outras instâncias (aparece um "QT: Lore ipsum..." embaixo), mas no site de cada perfil do qoto fica bonito.
@livialamblet e ele estaria mudando rumo a qual direção?
@Kriptolix e preço inbox também. É a maior comédia
Esses informes da Guttemberg são deliciosos. Lembram que, por detrás dos manuais de física (e de qualquer outra disciplina), há uma história das ciências.
@uma_mocinha um objeto perigoso
A few years ago, archaeologists excavating the megalithic tomb of Montelirio holos in Spain discovered an extraordinary dagger made from rock crystal. Experts deem it the most technically sophisticated tool ever found in Prehistoric Iberia, requiring immense skill for its creation. This 5,000-year-old artifact measures almost 8.5 inches in length and was unearthed alongside 10 arrowheads, four blades, and a weapon-making core, all crafted from rock crystal. This weapon likely belonged to an elite individual and could hold symbolic importance.
O governo do PR vendeu a #COPEL, e o paranaense avança mais um passo na degradação da própria vida.
O dinheiro será destinado a uma recapagem de rodovias e melhorias estruturais. E só, depois disso, acabou a arrecadação do que viria do lucro dessa fonte.
E empresa pública dá lucro? Que o digam os investidores, que reservaram 100% das ações disponíveis no ato.
Isso tudo é curioso, pois os paranaenses gostam de dizer que o governador - filho do Ratinho - é um "gestor".
É uma curiosa visão sobre o que é um gestor. Um gestor com uma empresa pública que lucra, bem... implementaria o lucro, como o fazem os países nórdicos.
Mas no Brasil, colou uma visão de que o gestor é aquele que não gere. É quem vende tudo e se exime da responsabilidade de gerir.
Edmundo Cordeiro: Foucault e a existência do discurso
Texto excelente de introdução à #arqueologia do saber de Michel #Foucault.
https://askemata.github.io/2023/08/09/cordeiro-foucault-existencia-discurso.html
Dany Nobus on Jacques Lacan - two part discussion with Daniel Tutt.
Has a lot of fascinating archival finds of photos, articles and letters.
Part I https://www.youtube.com/watch?v=_I3F_8dH2MA
Part II https://www.youtube.com/watch?v=vrATzCKVwAU&feature=youtu.be
@nelsonsantana mas há tambem senso comum que foi construído, por ex sobre o heliocentrismo ou que existem leis de Newton, que há flutuação dos corpos na água ou que existe corrente elétrica etc, com mais ou menos aproximação do conhecimento ingênuo. Isso não impede que se tenha certa noção de que as coisas sejam bem mais complexas.
Também se pode facilmemte saber que Platão é dualista ou que Freud fala do inconsciente; mas bem diferente é mergulhar na doutrina dos autores, ir à língua e aos conceitos, comparar as doutrinas, notar que geralmente as mesmas palavras não significam as mesmas coisas (e nem as mesmas palavras rsrs) etc..
Parece haver certo respeito quanto ao que os cientistas naturais dizem, "não é bem assim" etc, fenômeno que curiosamente o senso comum não compartilha com as ciências humanas (embora isso tenha talvez se potencializado nos ultimos anos e na acusacão de que as humanas não passam de conspiraçao de esquerda etc)
@rhfinearts very nice and what a blue in this sea!
Complementando: a meu ver, há um problema muito sério em divulgação científica em Humanas.
Quando um físico é chamado a fazer divulgação científica sobre a teoria quântica, por ex., é óbvio que o leitor não entenderá de física quântica senão alguns aspectos muito básicos que permitiriam "aventar" alguma coisa. Mas essas analogias, construções, imagens empregadas, em nada representam o que o físico faz e todo o rigor envolvido. De todo modo, o leitor, o espectador, aceitam essas analogias, sabendo que o debate seria "mais profundo".
Já em Humanas, tenho muito a impressão de que esse vai e vem entre o rigor e a divulgação científica não ocorre, e muita gente confunde todo o sentido de uma teoria com aquilo que enxerga no âmbito da divulgação científica.
Penso que isso é culpa nossa, dos cientistas humanos. E que esse quadro deveria ser mudado (embora eu não sei ainda como rsrs)
Olá, Nelson, minha impressão é de que esse tipo de debate é de saída mal colocado, pois evoca questões bastante minuciosas a serem resolvidas numa espécie de debate de divulgação científica (aliás, área do Orsi, e só), tentando dar respostas em estilo de divulgação científica para as questões complicadas, o que de saída é uma canoa furada.
Disso, há muita coisa a considerar e vários níveis para possíveis respostas. Num primeiro nível, poderíamos tentar encontrar um parâmetro comum para analisar as coisas, mas qual seria? Seria ele baseado em noções normativas e jurídicas, ou em parâmetros baseados em gosto pessoal? Acho que existem procedimentos nesse sentido - de tentar encontrar um parâmetro comum para dizer que a psicanálise de fato "cura" e é "eficaz" - e o Dunker chega a comentar alguns, por ex. aqui (https://youtu.be/UOXrNXr_slo) Mas o esforço, aqui, é o do psicanalista tentando mostrar que, para além de qualquer aspecto possível, a psicanálise é sim terapêutica, tem "resultados" etc..
Por outro lado, e seria o lado mais delicado a meu ver (e mais interessante), deveríamos perguntar se de fato há coincidência possível. Olhando para a literatura psicanalítica, há uma perpétua denúncia contra as abordagens naturalistas que, inclusive, fez nascer e perdurar a psicanálise. Isso não é achismo, casualidade, remendo teórico, e sim fruto de problemas reais e desenvolvimentos a partir desses problemas (desenvolvimentos que, inclusive, são alheios aos desenvolvimentos dos naturalistas, que também, enfim, "evoluíram"). Disso, o que diz respeito à doença, à terapêutica e à cura seria totalmente diferente nessas "abordagens".
Um exemplo que me parece bastante fácil de achar é o eterno denuncismo do Lacan contra as psicologias norte-americanas e às psicanálises anglófonas e francófonas que de algum modo imitariam esse modelo cientificista. A denúncia é constante a respeito de abordagem adaptacionista, tecnicista, mecanicista etc.. E não à toa, o modelo que o Lacan adota para se contrapor a isso é, por exemplo e dentre outras coisas, aquele do antropólogo estrutural (situado beem longe dos modelos experimentais). Quando Lacan tenta sustentar as próprais posições em detrimento dessas outras, ele acusa precisamente que questões como a do inconsciente, da linguagem e por conseguinte, da subjetividade, são ignoradas, e portanto a terapêutica inteira dos outros seria falseada etc..
O incrível, nisso, é que se adentrarmos numa perspectiva (como essa do Lacan, ou qualquer outra), conseguimos ver o mesmo tipo de avaliação anulatória das outras perspectivas que encontramos agora nesta, do experimentalista, que acusa a psicanálise de ser falseada. Fundamentalmente, a questão seria de que, baseado em determinado corpus conceitual, muda-se igualmente o objeto, a prática e o sentido de qualquer perspectiva "científica" e por conseguinte sua definição de "eficácia".
Há muito mais coisa envolvida aí. Por ex., o fato de que sempre foi um desafio para o experimentalismo conseguir aderência na clínica, uma vez que a clínica não tem nada de experimental e inclusive é um espaço social tão arbitrário quanto qualquer outro. Até os anos 1990/2000, ainda se perguntava sobre as dificuldades da "transição do laboratório animal para a clínica". Antes disso, por ex., autores como Skinner diziam que a clínica não passa de uma "agência controladora". De lá para cá, as coisas mudaram, e em peso, e inclusive as mudanças parecem bem interessantes nisso que hoje em dia chamam de "psicologias baseadas em evidência", inclusive.
Disso tudo, o "debate" parece muito mais midiático do que indo às vias de fato. E acho que esse estado de coisas não mudará. O perigo, me parece, é quando a questão midiática acaba passando por debaixo do tapete se fazendo passar por científica. Acho que é um pouco esse medo que mobilizou, por ex., o Dunker para fazer trabalho de divulgação científica.
(p.s.: não sou psicanalista! rsrs)
A Nathalia Pasternak e o Carlos Orsi (embora que eu acho que seja o Carlos Orsi convencendo enviesadamente a nathalia Pasternak) contestam a #psicanálise por não ser científica, baseada em evidências. E ontem mesmo encontrei um dos artigos de Lévi-Strauss que fundamenta boa parte da psicanálise (a de #Lacan) a partir dos anos 1950, chamado "A Eficácia Simbólica":
LÉVI-STRAUSS, C. L’efficacité symbolique. Revue de l’histoire des religions, v. 135, n. 1, p. 5–27, 1949. https://www.persee.fr/doc/rhr_0035-1423_1949_num_135_1_5632
Afora esse artigo ser um verdadeiro achado, vale ater-se ao título, "eficácia simbólica": trata-se de uma "eficácia" (aspas!) cujo sentido nada tem a ver, nem de longe, com o tipo de "eficácia" visado por Orsi e Pasternak.
Como encarar isso? De duas, uma:
- ou negamos toda a antropologia e as ciências humanas do século XX para afirmar que apenas certo viés das ciências naturais do século XIX, com alguns argumentos recapados do século XX (especialmente via Popper), valem (e com isso sacrificamos também a antropologia do século XX, deixando o quê no lugar? A antropologia darwinista do século XIX?)
- Ou admitimos que o tipo de interrogação que Orsi tenta fazer à psicanálise não tem muito sentido, ou teria o mesmo sentido pelo qual os psicanalistas gostam de dizer que as outras correntes psicológicas nada sabem porque ignoram o inconsciente. Ou seja, o tipo de interrogação feita por Orsi não teria sentido algum, pois tenta refutar um corpo doutrinal sob os juízos (pouco definidos, inclusive) de outro.
A curiosa relação de Jacques #Lacan com os carros.
https://www.nybooks.com/online/2019/08/21/riding-in-cars-with-jacques-lacan/.
Comentário de John Drummond sobre a noção de atenção conforme #Husserl
https://askemata.github.io/2023/08/08/husserl-atencao.html
#fenomenologia @psychology @PhilosophicalPsychology @philosophy @phenomenology
Essa polêmica sobre a psicanálise vai e vem, mas o fato é o seguinte: a psicanálise jamais convencerá os experimentalistas de que é experimental, e os psicanalistas sempre acusarão os psicanalistas de ignorarem o inconsciente e a linguagem.
Isso porque ambos possuem fundamentos essencialmente distintos... Freud até flerta com o naturalismo do século XIX, mas também com as ciências do espírito igualmente nascidas ali. Isso jamais contentará o experimentalismo, até porque sequer pretende corresponder a ele...
Interesses: História da #Filosofia, História das #CiênciasHumanas, História da #Psicologia, Michel #Foucault. Também por #arte, #natureza e #fotografia.
Posto: o que vejo diante dos olhos, nessa curta vida. Compartilho links e coisas que me interessam, interajo, guardo informações, cito trechos, conjecturo, separo coisas para ler...
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