Tenho achado surpreendente o "poder" dos símbolos para as pessoas elaborarem seus problemas. Não num sentido junguiano, como se o homem tivesse uma série de arquétipos cuja expressão o encaminharia a algo como um Self, mas num sentido levi-straussiano: os símbolos nos ajudam, quase como em rituais de pajelança, a dar significado ao que não parecia elaborado, a dar nome ao que parecia pouco claro em nós mesmos e em nossa relação com o mundo.
Disso, considero curioso como os psicólogos se distribuem nesse uso dos símbolos: uns, "ateus", os minorizam, enquanto outros, fiéis em alguma coisa, fixam-se em alguma abordagem que legitime de algum modo uma fé (como junguianos, estudiosos de Edith Stein etc.).
Entre uns e outros há o largo rio do símbolo.