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Com o tempo a gente aprende que o verniz europeu do sulista sempre foi só mais uma figura do que Sergio Buarque chamava de "homem cordial", modo sul-brasileiro. Diz-se que o sulista teria uma "frieza" e "individualidade" oposta à das outras regiões, mais calorosas e intrusivas ou coletivizadas. Mas lá no fundo a frieza sulista é só um misto da figura do caipira matuto e ressabiado com a do aventureiro oportunista (Sergio Buarque - Ladrilhadores e Aventureiros).
E a gente aprende que é um jogo de perde-perde: 1) quanto mais ressabiado e reativo, mais o sulista mais emula um modelo europeizado que, no fundo, só existe em sua cabeça. E 2) sendo assim, o sulista perde todas as belezas da sociabilidade do resto do Brasil, e perde mais ainda nestes últimos anos em que a cultura sulista abraçou o anarcocapitalismo.

Se me fosse permitido dizer algo sobre o sul do Brasil, eu diria: o sul é um erro vivo, uma marcha para trás, um tiro no pé ambulante (a olhos vistos, aliás)

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