O foco das reformas educacionais nunca vai na direção de melhorar a capacidade dos professores de darem suas aulas: mais capacitação, menos currículos para o professor lecionar, menos alunos nas turmas.
A direção é sempre tentar fragmentar cada vez mais o currículo para ver se o aluno se interessa por algo.
O problema que a maior causa de desinteresse é a falta de preparo do professor.
Porém o professor não tem como aperfeiçoar cada vez mais seus métodos sem as condições para tal.
É como dizia Darcy Ribeiro: a crise é projeto. E aí, como o professor está na ponta da lança, cai tudo nele, desde compensar as dificuldades estruturais, fingir que isso não cria dificuldades pessoaks, e ainda ter que lidar com os burocratas da educação e essas bizarrices do novo ensino médio.