explicando o :

"A separação do Eu e do Ideal do Eu em muitos indivíduos não avançou muito, ambos ainda coincidem facilmente; (...) A escolha do líder é facilitada por essa relação. Muitas vezes ele só precisa possuir as características típicas desses indivíduos, destacadas de maneira particularmente nítida e pura, e dar a impressão de uma força e de uma liberdade libidinal maiores; assim, a necessidade [individual] de um chefe rigoroso vem ao seu encontro [do líder] e o reveste do superpoder, ao qual, normalmente, ele não tivesse nenhum direito"

Psicologia das Massas e Análise do Eu, ed. Autêntica p. 208

A mais nova rodada dos ataques à e as ciências humanas, desta vez por Nathalia Pasternak e Carlos Orsi, com [refutação de Rogerio Lerner](sbpsp.org.br/blog/que-bobagem-), da USP:

# Que bobagem é o negacionismo de evidências científicas abundantes sobre psicanálise e psicoterapias psicodinâmicas!

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Christian Duncker: A é uma pseudociência?

Surpreende a frequência com a qual essa questão retorna, parecendo até evento da estação. Mas o ponto é: estaria a psicanálise sendo realmente refutada, ou o que ocorre é um aumento da ignorância sobre a psicanálise vindo de diversas frentes, desde a religião até certas modas psicológicas?

Independente da primeira resposta vir a acontecer, parece ocorrer de fato a segunda.

youtu.be/UOXrNXr_slo

Em ciências humanas, há certas escolhas de tradução que enterram compromissos históricos.

Por ex.: traduzir como "ciências humanas" oferece um didatismo que enterra os compromissos criadores das "ciências do espírito" do século XIX. Traduzir o Ich freudiano como ego (conforme os ingleses) e depois como Eu (para acompanhar o moi dos franceses) torna arriscado esquecer o surgimento de tanta coisa, por exemplo a (que, dentre outras, motivou o "retorno a " de ).

Em ciências humanas, é crucial não substantivar os termos para não cair em confusões.

IANINI, G. A estrutura e seus efeitos : o simbólico de Lévi-Strauss a Lacan via Koyré, in Curinga, n. 32, Belo Horizonte, 2011, p. 117-132. Curinga, v. 32, p. 117–132, 2011. academia.edu/12214985/A_estrut

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