Há tempos leio Lacan fichando. E ao mesmo tempo, achando bastante desnecessário o estilo do dito cujo. Há estilos e estilos, e muitos deles exigem uma espécie de engajamento no qual o leitor supostamente se comprometa (no caso, comprometa-se como sujeito) no que lerá. É o que parece querer de seu leitor. No que também vale dizer: há aqueles que, para levar o indicador à orelha, escolhem dar a volta com o braço pelo outro lado da cabeça 🤡

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@helenfernanda o estilo dele? Certamente, não é mesmo? A começar pela relação, próxima ou não, com os surrealistas, o atribuído "estilo barroco", a questão do engajamento do leitor de psicanálise com a própria análise etc..

O que, por outro lado e não por pouca - e qualificada - gente, inclusive editores ou revisores de seus textos, levou a acusações de Lacan ser ilegível, obscuro e outras mais.

@askesis Entendi. Minha área é texto, então eu perguntei porque muitos especialistas escrevem de forma caótica sem perceber, já que não percebem o quanto o próprio raciocínio é caótico. Até mesmo pedagogos, que têm toda a intenção do mundo de serem didáticos, escrevem mal sem saber. 😂

@helenfernanda questão grandona, esta: em que medida algo é estilo, em que medida sequer o problema do estilo chega a ser posto... o que parece afetar muito nosso tempo, né?

Quanto ao Lacan, não sou suficientemente lacaniano para entender o que ele pretendia com essas coisas. Mas há de fato um jogo curioso entre o estilo, o rigor, a clareza, a poética (como nos disse @raissa ) etc..

O que lhes parece?

@helenfernanda @raissa

E há também uma complicaçao que é a da tradução. Muita coisa no Lacan é traduzida de forma ambígua, equívoca, criando novas camadas de dificuldade que não se oferecem ao leitor nativo e muitos tradutores não facilitam ao leitor.

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