Há uma questão na revisão de textos que é muito delicada, a do limite entre ser revisor e também ser leitor rigoroso do assunto envolvido para examinar as coisas com a devida paciência.
Quando o autor ou assunto são especialmente difíceis, a prática do revisor "meter a faca no paciente sem perguntar" é bastante perigosa (e frequente).
Talvez porque estamos nessa época de produtividade fast-food, mas o resultado é que há muito papel gasto e árvore cortada para coisa sem efeito.
E certamente há também o outro lado: editores e autores apressados, descuidados, também presos pela (ou aproveitadores da) produtividade fast-food, fazendo parte do mesmo ecossistema ao qual os revisores são enredados.