Algo muito interessante nas ciências naturais é que eles atribuem a crianção do eletromagnetismo a Faraday. Mas junto com ele, ou antes dele, há uma série de movimentos que tornarão possível o que chegará depois em Maxwell e Einstein.
Uma pequena fatia dessa história é a de Ritter, teórico situado na encruzilhada entre a filosofia da natureza alemã e as investigações em termos de filosofia natural (o que se tornará, logo depois, ciência natural). Ritter, Oersted, Galvani, Aldini e outros fazem parte de uma história que merece ser contada. Um pontapé inicial disso tudo aqui:
@yuribravos @felipesiles @john @helenfernanda no Moshidon é facil, basta adiciona-las e vc transita entre instancias como em janelas
É que isso td também envolve outro jogo: o das reedições. Uma reedição pode ser usada sob vários propósitos, desde aludir diretamente à original (aí é um pouco parecido com o q vc aludia no início, sobre usar diretamente a data da publicação), até mostrar que houve traduções diversas (que influenciaram até na interpretação, melhor ou pior, de um autor ou idéia, ou mesmo chegaram a impor interpretações), ou até mesmo as alterações da mesma obra pelo próprio autor. E assim por diante.
Por ex: é completamente diferente se leio Nietzsche numa tradução ou n'outra, ou se o leio numa edição alemã do início do século XX, do meio ou nas edições hoje disponíveis. Mesmo no Brasil, se leio Freud o resultado do mesmo texto variará conforme a edição da tradução empregada; e se não leio na tradução e sim no original, isso vai depender do número de vezes que o texto foi publicado em vida, se houve reformulaçoes etc.. E assim por diante.
O jogo de datas é bastante complexo, rsrs
@felipesiles @john @yuribravos @helenfernanda
O legal do Moshidon é que, além da nossa instância, visitamos rápido várias outras.
Esse recurso não existe no Tusky, ou existe??
Pense, por ex, que vc vai trabalhar a composição da teoria da evolução ou dos Principia de Newton: eles não foram gerados automaticamente; seguem a trajetória de cada um dos autores, mas também outros dados diretos e indiretos da época; ter que repetir a toda hora no corpo do texto, ipsis litteris, a data de cada escrito é contraproducente. Recursos como "Darwin 1859/2008" ou (Darwin [1859] 2008) ajudam imensamente e são de fato usados com frequencia, pois não se está fazendo história da carochinha, e sim história da lógica de um autor (inclusive considerando o número de redundâncias ao ter que ficar repetindo no corpo do texto toda hora a data de cada escrito, embora, como eu disse, isso tb acaba sendo feito devido a carências como essa do Zotero).
Não é essa a questão, e sim que citar a data original muitas vezes compõe o argumento mesmo de um texto.
Certamente há subterfúgios retóricos possíveis, mas há autores e questões incompreensíveis sem isso.
Por ex, estou editando agorinha trabalhos de outros autores nos quais eles perdem completamente o sentido sem a referencia do ano de publicação original. Seria uma mão na roda ter esse recurso no Zotero, pois economizaria um tempo grande para uniformizar o uso de referências. O recurso já existe, mas a dificuldade é de achar em ABNT
Ao que tudo indica, será Shitter, quer dizer, Xeeter
Alguém aí manja de #Zotero?
Eu gostaria de saber, usando #ABNT, como é possível colocar também a data original de um livro nas referências bibliográficas.
Sei que é preciso preencher no campo "extra" o código "original-date".
Mas só consigo fazer com a APA, por ex.:
Freud, S. (2020). Psicologia das Massas e Análise do Eu. Em O Mal-estar na Cultura e outros escritos. Autêntica. (Trabalho original publicado 1921)
@rmx eita, transmimento de pensação! Kkkkk
@rmx e a opção "burrice amparada em bilhões absurdamente inexplicáveis"?
Acho que isso trata de um problema que é o de integrar as instâncias do Mastodon, tornar a comunicaçao mais fluida: quanto mais facil as instancias se enxergarem, menos dessas coisas haverá.
De td modo, essas generalizaçoes são muito mal intencionadas e inibem as pessoas a virem ao Mastodon.
# O novo logo do twitter
O #twitter é um caso paradigmático das economias baseadas em bilionários e sua relação com a sociedade.
É uma economia baseada no dinheiro a todo custo, com uso pesado de algoritmos e políticas de microssegmentação.
Quatro características fundamentais mostram muito bem o papel das pessoas para essas políticas:
1) as pessoas não são clientes (fins do serviço), mas usuários (meios, instrumentos): as plataformas de Big Data são feitas para as pessoas permanecerem ali, para se "engajarem" o máximo possível e assim cair com eficiência em estratégias de Marketing (estas sim, feitas para os clientes que pagam serviços às #bigtechs)
2) as BigTechs não se importam com ética, e sim com o engajamento: são inúmeros os exemplos na literatura, e de diversos modos, a mostrar que não há problema nos conteúdos desde que tragam o maior número possível de pessoas. É aí que entra o pouco caso das BigTechs para com as #fakenews e as políticas de ódio
3) há um alheiamento quase "celestial" das bigtechs frente aos usuários: quanto mais os bilionários e suas companias criem uma impressão de afastamento do público, como se não estivessem aí e de maneira ativa, melhor
4) quando se apresentam, os valores das BigTechs são muito nítidos. É o que se vê com o caso de Elon Musk no twitter, implodindo toda imagem que a plataforma construiu sobre ser uma fonte viável de informação. O alheiamento de Musk aos usuários só é proporcional ao tipo de desprezo e petulância usados contra o twitter, indo das demissões e mudanças de padrão às interferências diretas em vieses políticos.
O novo logo do twitter só vem a expressar tais estilos.
>Até o dia em que Deus se dignar a revelar ao homem o futuro, toda a sabedoria humana estará nestas duas palavras: "Esperar [saber aguardar] e esperar [ter esperança]!
Alexandre Dumas, em [O Conde de Monte Cristo](https://mastodon.social/@gutenberg_org/110768567042226704)
Poderia ser pior: passar do sábado direto para a segunda
> "If the theoretical structure of your discipline prevents you from recognizing a major issue, you need to revise that structure"
Jason Stanley, no Twitter em 25/12/2021
Interesses: História da #Filosofia, História das #CiênciasHumanas, História da #Psicologia, Michel #Foucault. Também por #arte, #natureza e #fotografia.
Posto: o que vejo diante dos olhos, nessa curta vida. Compartilho links e coisas que me interessam, interajo, guardo informações, cito trechos, conjecturo, separo coisas para ler...
tootfinder