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@prof_adrian isso é interessante, saber se imigrantes haitianos, cubanos, venezuelanos etc. encontram de fato abrigo

@fbobraga é exatamente esse o ponto do povo da ultradireita, inclusive. Quer que tudo vire privado.

E a questão de fundo é exatamente a de que assuntos públicos tem sido abocanhados por restrições que muitas vezes são de meio ou fim privado.

Países que se interessam em desenvolvimento científico e tecnológico financiam seus pesquisadores. No Brasil, não há profissão de pesquisador. Não à toa, mais de 90% da pesquisa existente vem dessas universidades públicas, seus professores e alunos. Que, inclusive, tiram muito do bolso para inclusive conseguir pesquisar.

Tomara que jamais essa moda de pagar para publicar chegue no Brasil. Já basta a idéia tola de pagar em dolar ou euro para algo que deveria ser gratuito, a ciência. Mas não quero sequer pensar na bizarrice que seria cobrar por ciência num país carente como o nosso, e pior - o país do jeitinho.

petersuber  
Finnish #libraries are fed up. https://finelib.fi/costs-of-scientific-journals-have-reached-unsustainable-level-the-future-of-subscriptions-in-jeop...

@lgrando1@sciencemastodon.com meu, percebi que não apenas eu, mas quem sabe tb a humanidade, perdeu muito com esses processos de auromatização do pensamento, ao menos desde essa algoritmização estilo bigtechs desde os anos 2010.

Disso, estou desintoxicando geral: voltando ao html estático e "regredindo" do word para o markdown e cadernos físicos.

Isso tudo implica mudanças de rotina e, o que é essencial: trato e reiteração do trato com as coisas. Foi isso que fez a tecnologia escrita dominar o mundo, e é precisamente isso que enfraqueceu nos ultimos 13 anos.

Não sei quando, mas um dia quero voltar a estudar o Pierre Levy para mostrar como a tecnologia de inteligência informática se deslocou em direçoes que, imagino, Levy não imaginaria e até hj tenta entender

@dausacker cena inacreditavel: jovens provocando alguém mais velho, chamando-o pejorativamente de ser "de esquerda".

Nenhum jovem, nem velho de outrora, acreditaria nisso.

Alfinetada de Rudolph Lowenstein em Lacan (Lowenstein foi o analista de Lacan):

> Hartmann [Heinz Hartmann, autor das psicologias do ego atacado por Lacan] (...) é profundamente versado no pensamento de Freud e, a despeito de alguns outros autores analíticos, sempre tem sido cuidadoso em situar suas novas formulações e conceitos no quadro geral da teoria psicanalítica.

ALEXANDER, F.; EISENSTEIN, S.; GROTJAHN, M. Psychoanalytic Pioneers. [s.l.] Transaction Publishers, 1995, p. 475

O texto é de 1966 (ano no qual Lacan publicou seus *Escritos*)

@fbobraga Essa frase foi dita por ele sim rsrs

Eu a pesquei num documentário (ficarei devendo o nome), mas a entrevista mesma era em inglês tb.

@DeBMC pois é, e mercadoria no estilo "quem quiser que lute"

O jornal, para não variar, reporta o calor como oportunidade para vender ar condicionado.

Nem sequer falamos em crise climática. Ela aparece como um assunto distante, da Europa, EUA, Canadá...

@Zugumba @cadusilva esse povo do discurso da "produtividade", em geral, é aquele que ganhou herança e usa a lei do menor esforço em tudo.

@santiago Isso é bem interessante, pois mostra bem como as coisas são por aqui, e talvez é uma chave de leitura para o problema posto: por aqui, parece que conseguimos enxergar que nos países ricos, por mais individualizadas que sejam as relações, preserva-se ainda certo sentido de - não sei dizer, mas chuto essa noção - "coletividade", de esfera pública, de que nem todos os problemas se resolvem privadamente.

Já no Brasil, é muito forte essa sensação do "quem quiser, que lute", não apenas nos assuntos privados e do dia-a-dia, mas também nos públicos, coletivos, climáticos etc..

Não é à toa, inclusive, que o bolsonarismo se criou aqui, muito irmanado com o anarcocapitalismo. Afinal, o pensamento de milícia tem suas semelhanças com um pensamento que ignora qualquer relação estatal e reduz tudo às ações individuais, sem qualquer contexto

@santiago né? E o que dizer dessa impressão de que o problema climático não é de todos, mas apenas um problema privado - isso se for problema -, um "quem quiser, que lute"?

Alguém poderia explicar o fenômeno dos jornais:

Na Europa e nos EUA, temperaturas de 42ºC no verão são apresentadas como crise climática e estado de calamidade.

No Brasil, temperaturas de 40ºC no **inverno** não são apresentadas como crise, mas sim com risadinhas, reportagens na beira da praia e tiradas sobre quem consequiu ostentar uma prainha na quarta-feira.

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